
Cooperativas de SC exportam R$ 504 mi e aumentam
presença no mercado externo
As cooperativas catarinenses que atuam no mercado internacional incrementaram em 44,8% seus negócios no exterior e exportaram R$ 504,7 milhões de reais em 2007, de acordo com balanço da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc).
Essa foi primeira vez que a Ocesc apurou o desempenho das cooperativas catarinenses no mercado externo, informou o diretor superintendente Geci Pungan. Com exceção da Aurora, as demais cooperativas exportaram de forma indireta. Em 2006, as vendas internacionais totalizaram R$ 348,4 milhões de reais, saltando para R$ 504,7 milhões em 2007.
A Coopercentral Aurora, de Chapecó, sustentou a maior participação nesse resultado: exportou R$ 233,5 milhões em carnes de frango e R$ 177,8 milhões em carnes suínas. Outras dez cooperativas agropecuárias exportaram soja, milho, arroz e banana.
A Copercampos, de Campo Novos, exportou R$ 48,5 milhões em soja e milho; a Coperio, de Joaçaba, R$ 17,6 milhões em soja e a Coptar de Abelardo Luz, R$ 10,2 milhões em soja.
As demais cooperativas tiveram o seguinte desempenho: Coopere, de Campo Erê, R$ 3,5 milhões em soja; Coocam, de Campos Novos, R$ 3,5 milhões em soja; Cooperagro, de Canoinhas, R$ 3,5 milhões em soja e milho; Cooper Rural, de Xanxerê, 3 milhões em soja; Cooperplan, de Lages, R$ 2,1 milhões em soja; Cravil, de Rio do Sul, R$ 1,063 milhão em arroz e milho; Cooper Rio Novo, de Corupá, R$ 191 mil em banana.
O presidente da Ocesc e diretor da Coopercentral Aurora, Marcos Antônio Zordan, teme que a superavitária balança do agronegócio, essencial para o equilíbrio das contas externas, esteja ameaçada pela política cambial. Reclama que o esforço de exportação do setor agropecuário está sendo parcialmente anulado pela atual política cambial porque a sobrevalorização do real encarece os produtos brasileiros em moedas estrangeiras.
SUPERÁVIT
O presidente da Ocesc mostra que o agronegócio gera mais de 40 bilhões de dólares ao ano de superávit comercial com as exportações de produtos agrícolas, mas o câmbio e as deficiências da infra-estrutura logística brasileira, localizadas fora da porteira dos estabelecimentos rurais, anulam a competência do agronegócio.
“Estradas intrafegáveis, portos e aeroportos desaparelhados, armazéns insuficientes prejudicam muito mais a agricultura do que as chamadas barreiras externas, como subsídios, quotas e sobretaxas. O investimento em infra-estrutura logística tem sido praticamente realizado somente pelo setor privado”, encerra o dirigente.